É incrível como nos dias de hoje este assunto (embora sempre em pauta) pareça estar longe do cotidiano da maior parte das pessoas... Ou será que está longe apenas das que tem maior projeção social?
Falta ética nos participantes dos realitie shows (mas será que não é esta a intenção?), falta ética na política, em nosso ambiente de trabalho, entre nossas relações pessoais... Mas afinal, ninguém vai contra? É claro que sim! E pasmem, quem o faz, é tido como louco, estressado, anti-social...
Hoje em dia, não compactuar com as safadezas o torna alguém a margem da sociedade, transformando-o num ser altamente discriminado; quase um pária.
O exemplo a ser dado aos mais jovens foi deixado de lado quando professores passam a transmitir falsos valores como "não há nada na vida que não tenha seu preço, afinal, dinheiro na mão..." Fala baixa, vulgar, absurda...
Quando novamente estes educadores se aproveitam até de forma sexual de seus alunos, então vejo que na situação de educadora que sou, não há mais nada a fazer, a não ser desistir da vocação, já que há tantos para corrompê-la ou mesmo fechando os olhos para as denúncias que se fazem presentes todos os dias.
O prazer de educar e transmitir valores verdadeiros parece ir contra o princípio da bagunça, da descontração e do descomprometimento. E é desta maneira que presenciamos dia a dia a queda da qualidade do ensino em nossa sociedade; alunos que não respeitam seus professores, professores que não o sabem sê-lo e diretoria e pais fechando seus olhos e fazendo de conta que tudo está acontecendo como deveria ser (assim como foi publicado na Veja há um ano atrás).
Há algum tempo, promovi uma reunião de pais, na qual li um texto e fiz uma breve reflexão sobre a questão da ética e da moral. Falei que o importante era fazer o bem sem ver a quem, afinal, tudo que fazemos nesta vida, volta de uma forma ou outra para nós mesmos. Fiquei aturdida quando uma mãe se manifestou questionando veementemente se isto era verdade! E mais, se valeria a pena mesmo?
Sendo verdade ou não, o fato é que fazer bem aos outros não nos faz mal; muito pelo contrário...
Embora ainda haja quem vida querendo criar intrigas, puxando o saco de seus superiores ou tentando puxar o tapete de seus colegas de trabalho, confiando que desta forma galgarão degraus cada vez mais altos na escadaria do sucesso.
Fraqueza de caráter e de valores, afinal o dinheiro é vão e temporário, porque no final o que perdura mesmo são os exemplos e não as piadas sem graça, fora de hora e sem fundamento.
Quando fazemos aquilo que realmente amamos, nos tornamos ricos (de espírito e financeiramente), já que uma coisa é consequência da outra, agora quando nos leiloamos em cada esquina em busca de míseros centavos e reconhecimento, o resultado é o contínuo fracasso mascarado pela aura de melhor funcionário do mês (aquele que não mede esforços para agradar, se deixando humilhar, bajulando a quem puder e convier e engolindo sapos junto de suas sucessivas tentativas frustradas e a inveja perante a constatação do sucesso daqueles que batalharam e jamais deixaram que estabelecessem um preço em relação a sua pessoa ou ao seu caráter).
Retidão de caráter, convicção, integridade, moral e ética: é isso que falta em nosso país! Então, faça você desde já a diferença, para que um dia, o panorama mude e possamos dizer que a malandragem não é mais o que impera e sim o franco esforço!
Sucesso a todos nesta árdua empreitada! =)
Tatiana Minkevicius Migliorança - alguém que acredita que sucesso é consequência de puro esforço e caráter!
por Daniele Aronque e Camila Micheletti
A dinâmica de grupo continua sendo o “calo” de muitos candidatos a um novo emprego. Longe de ser um bicho de sete cabeças, essa etapa da seleção tem como principal objetivo “observar comportamentos que não são passíveis de serem observados em testes”, afirma Aguinaldo Neri, psicólogo, consultor e professor da PUC-CAMP.
Entrevistas e testes têm suas modalidades mas geralmente já têm também seus scripts. A dinâmica sempre traz uma surpresinha na manga. Esse é o grande problema da dinâmica: gera muita ansiedade nos candidatos, pois ela sempre pode ser diferente de tudo pelo que ele sabe ou passou.
99% da escolha do tipo de dinâmica a ser usado depende do que a empresa quer saber sobre o candidato. “A empresa já sabe quais comportamentos vai querer observar. Já os descreveu com detalhes e treinou os observadores para estarem atentos a estes comportamentos”, adverte Aguinaldo. Ele dá um exemplo:
Como o próprio nome já diz, a dinâmica é uma experiência em grupo que tem como objetivo reconhecer a capacidade e o potencial dos candidatos de uma forma inusitada. Ela dá aos examinadores a possibilidade de observar as pessoas exercendo diversos papéis onde são encontrados os requisitos básicos exigidos para o cargo a ser preenchido.
Daise Kreibich, psicóloga da Selcon Recursos Humanos, diz que para cada caso é feita uma dinâmica diferente e com objetivos específicos a serem observados. “Para um cargo de vendedor, por exemplo, o ponto crucial é a capacidade de vender. Na dinâmica será observado o poder de persuasão, negociação, improviso, criatividade e reação frente à situações inesperadas – do outro lado poderá estar o coordenador da dinâmica fazendo o papel de cliente. É mais ou menos assim que funciona!”, explica Daise.
Uma atividade de dinâmica tradicional pode ser dividida em três etapas:
Relaxamento: Há o uso de jogos para quebrar o gelo e promover a interação da equipe. Se o candidato não estiver relaxado é mais difícil analisar seu perfil – nessa hora o nervosismo atrapalha muito.
Atividades: É de praxe usar atividades onde as pessoas tenham que se movimentar e falar em público, com isso dá para perceber como cada um administra suas dificuldades, os erros e a concorrência.
Situação Problema: Muitos conhecem por case. É uma discussão sobre algum assunto atual ou proposto pela empresa e que tenha a ver com a vaga em questão. Aqui, a empresa analisa a capacidade de argumentação e negociação diante de situações polêmicas e constrangedoras.
“Existem muitas modas nos processos seletivos mas, essencialmente, ela é sempre montada de acordo com o que a empresa quer e também do que queremos saber sobre o candidato. Por isso, antes de qualquer nervosismo, comporte-se com naturalidade e procure conhecer o perfil da empresa para tentar entender o que ela está querendo de você”, finaliza Gisela.
Algumas dicas que valem a pena ser lembradas:
- Muitas dinâmicas exigem movimentos como sentar, ajoelhar, subir em algum lugar. Evite roupas complicadas ou muito apertadas – minissaias e decotes nem pensar!
- Use roupas sóbrias, mas confortáveis – evite extremos como tênis e moletom. A imagem também conta nessa hora.
- Procure ser o mais natural possível e controle a ansiedade – nervosismo não ajuda em nada!
- Execute as tarefas da melhor maneira possível e preste muita atenção ao que está sendo pedido e perguntado.
- Controle a agressividade, mesmo num momento de discussão procure não se exaltar.
- Mantenha-se atualizado, o case pode ser realizado com base em notícias e fatos que estão acontecendo no momento.
- Evite meias velhas e furadas – nunca se sabe se você vai ter que tirar os sapatos ou não!
